Turvos ventos noturnos, sozinhos, na rua que sempre há folhas e faces em rugas;
olhares curiosos escondidos por trás de muros pálidos, que vêem o vento que nada mostra de si, só folhas e folhas e folhas.
E as nuvens que de choro trancado nem uma gota de lágrima mata a sede dos telhados em crise de vida,
por serem de barro e vindos de um grande fogo que nem sabiam que era o inferno:
mesmo eles, antes, vindo da terra.
São escuras as nuvens e os ventos são realmente turvos, e as vidas que vêem o mundo turvas, de choro trancado,
vindas da terra e moradoras da rua dos muros pálidos e de folhas e folhas e folhas sozinhas.
Faces em rugas e jovens compostos por tais elementos se acham velhos...:
Um admira sua primeira ruga, outro uma noite de sono perdida, outro um sorriso que lhe trás a vida,
outro nem a si mesmo.
Nesta rua as palavras são proibidas,
se é que não foram esquecidas por medo,
ou vontade mesmo: vontade de retração, egoísta, que sempre foge de um elogio de palavras, olhares, gestos e toques.
Nenhum comentário:
Postar um comentário