sexta-feira, 10 de agosto de 2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

Traços de vida

Vidas traçadas por flexas letais.
Amores sentidos e desejos banais.
Tempos passados em sombrios locais.
Espaços sentidos por seres mortais.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Vãs sentires

A paixão é uma estrela que morre tornando-se um buraco negro.
Não condeno nada, nem a vida, mas paixoes morrem.
Ter a vida como deidade é o meu fim.


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Teu rosto

Por trás do teu rosto há inifinatas possiblidades de vida:
há inifinito como ja disse o judeu Levinas.
O rosto fala as coisas mais ìntimas e verdadeiras,
não é a toa que o olhar diz quando se mente...
Não é a toa que no rosto está os cinco sentidos, incluindo a tato,
mesmo que um tato receptivo de carinho: uma mao carinhosa na face
é o que muitos desejam.
E teu rosto me disse infintas coisas;
no olhar sua maior expressão,
desde "nao entendo" a "te quero".
Por tua boca ouvi o que precisava,
palavras que me disseram inesperadamente:
- rapaz, aqui o meu rosto!

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Novos dias, novo sentir

Logico que os sentimentos são os mesmos em dias confusos
que só mostram nova vivencia deles;
mas amo da mesma forma como sempre se amou,
e meu medo embora que nao mais seja por feras
é de dias sem voce por perto: ao alcançe dos meus sentidos.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Infinito a priore

Antes de se ver o ceu da noite
em sua infinitude espacial,
é visto um infinito em nós:
um vazio que enganosamente é preenchido,
pois seria de infinita coisas o prenchimento.
O erro esta em ve-lo como a ser mudado;
um inconformismo para com esta categoria mental
que dizem estar no coração...
Antes de tudo, ou seja:  a priore ele está aqui,
coisa essencial , natural e inviolavel.
tudo surge da nossa visao que tem como base o infinito mental.
Projetamos ele fora de nós e as vezes damo-nos o nome de divindade,
ou vazio por Deus a ser preenchido.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Sabores da vida

São das primeiras vezes que a vida se faz;
Em gestos doces e amargos no arvorecer do dia,
Pois do todo se faz um pouco
e um pouco que o amor espera.
E assim se fez as vezes que esperei por gestos e olhares sinlenciosos.
Quando,por fim, esperei pela segunda vez um sentimento solitario.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

À espera de versos meus

São por simples atos que se diz quem sou.
Atos injustificáveis sei, mas atos sem nexo.
Partindo do simples ao complexo:
daquilo que nao fiz, isto é simples de entender,
porem o invisivel por mais complexo é notório
aos olhos que me enquadram na grosseiria e na insecibilidade.
Assim termino a tarde, sem ver o sol se por,
nem vendo o olhar de desengano que nao me ve.

domingo, 22 de agosto de 2010

E a chuva cai

E a chuva cai
marcando o tempo ganho aqui contigo.
Chuva que leva consigo tempo agora
marcando com barulho o tempo em sonho.
Convertendo-se neste sonho os pingos de doce ilusão,
tudo isso em milagrosas gotas .  

terça-feira, 27 de abril de 2010

Horizontes

Surge no horizonte um sol que de bonito só tem o nome.
Se fosse pelo menos o sol do certão que traz alucinações,
mas não, é um sol que só emana palavras vãs
com tons de ironia e frases caluniadoras.

Nasce o sol de outuno
de patrias hipócritas
de ceus gelados,
com frios verbos que prometem o esquecimento.

Sol que de valente so tem o levanmte!
Ainda preferes o amarelho com cor de aurora?
Ainda tens este leque em tons infernais?
O mundo tem opiniões sobre a caverna onde moras pela noite,
o mundo quer saber mais sobre ela.

Se o sol é amigo da lua,
e o sol é inimigo da terra,
qual relação terá a lua com a terra?
Sem falar nas palvras do sol
nas luzes irradiantes do sol,
nas mentiras bem luminosas do sol.

domingo, 18 de abril de 2010

Distante tristeza

Vejo em tão longa distância, longa tristeza.
Sinto tão puro ódio sem ser ocultado.
Vejo água, vinho e pão sobre a mesa.

Não sei a quanto tempo tenho amado,
mas o que fere a alma é a lembrança.

Queria, como queria ser criança:
chorando, sorrindo, correndo, pulando.
Porque o que mata é tão pouca esperança.

Sou a calmaria dos errantes.
Estou triste e a mim  mesmo peço calma.
Que este ópio seja o ópio que acalma.

Sou o elo dos amantes.
Não sou deus, mas sou homem...
quem sabe uma imagem.

Sou o medo
daqueles que vivem amores distantes.

sábado, 17 de abril de 2010

Paixão e perdição

Só você
 fonte perene de paixão
que ainda me faz fluir em gotas de amor:
escoando por vales tao frageis e secos,
por vidas e coraçoes tao vazios
de si, de vida, de paixões.

Fonte perrene que irriga artérias venosas
e corações pulsantes por algo
vazio, como seria um mesmo sol visto por dois?
Como seria dois seres iluminados pela mesma estrela?

E tudo chega ao fim,
de paixões ilusórias à paixoes temporárias.
Paixão, sentimento que o nada aprimora
e o vazio da vida revigora, tornado-a num sentir em vão.
Mas o que seria de nós sem paixões?
Sriamos o que somos com paixoes contidas
e ingênuos corações.
Pois nem é fogo e nem arde;
mas, murcha como frutas ensolaradas,
os perdidos corações.
.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Tua vida, teu mundo, tua face...

Vida tua amada vida
exposta em tons e sobre tons.
Guardada em véus e feitios,
vivendo num mundo de sonhos.

Mundo escondido amada vida,
de mil esconderijos distantes,
revelando em focos brilantes:
vida tua amada vida.

Se de fazes vive a lua
que é tua, tão tua quanto o tempo,
os dias, o céu, o mundo.
Maravilhas nascem em vida tua.

Faces douradas, relógios de pingo de mel.
Musa que inspira o mais tolo dos poetas.
Vida que me mostra quão linda é a vida.
Teu mundo, tua vida, tua face...

sexta-feira, 26 de março de 2010

O que me trazes?

Um tom de mel em tuas palavras
e um sorriso de fera em tua face.
Palavras ditas de forma  vaga
me trouxeram a mesma certeza vazia
de que palavras soltas ao vento
são poeira perdida no nada.

E o vento nao sabe o que diz
quando leva tuas palavras doces,
mas, ferozes palavras.
E a tua face não sabe porque sorri,
sorrizo que me vem em ataque.

Dito isto o mundo se calou,
o sol nasceu e a vida continuou.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Tanto faz

Tanto faz
se voce fica ou vai embora.
A saudade será fato, mas nao faz sentido
desgastar este ponto do amor
em nome do passado.

Sao momentos que o habito é quem une
e são momentos que reveleram pura ilusão.
A saudade já é um fato;
mas, certamente as coisas nao se separam?
Entao aocntece recair no mesmo erro
do retorno e da reecontro.

Mas no amor tem o seu maior ponto
e depois disto é questao de decisão.
E aos poucos cresce a nossa vista
que certezas se transformam em ilusão.

O amor vira habito e costume e a emoção é perdida
e a naturalidade entre nos dois é desgastada.
E, quando se chega nesse ponto, de fatores mal resolvidos
o melhor é cada um no seu destino
em um unico destino, apartados em nome da solidão.

                          Dedico a Giovana, minha irma e leitora, este poema

quinta-feira, 18 de março de 2010

O tom mais trsite

Em selvas de prédios
não se ouve frases como "eu te amo",
e as frases mais tristes são ouvidas por timpanos tao carentes de verbos.

Hoje ouvi a frase mais triste que alguem poderia ouvir num dia de quinta-feira:
-Nao te vejo.
Se fosse por um cego,
mas por alguem que me viu de tantas formas,
todavia nunca da forma como eu quiz ser visto.
Tudo é questão de ego.

E o mundo caminha assim em torno do seu eixo.
O inalcansável se atinge com os olhos,
e o obejto que o tato atinge, os olhos evita dele.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Tempos modernos

O céu dos mortos românticos azul continua,
e lua dos travadores mais perto da terra fica,
enquanto morremos, uma torre edifica,
pois do cume queremos ver a vida nua.

Vejamos os bois pastando nas asfaltadas ruas
e os casais que a virtualidade enrica.
Casais, amanntes que rimas pobres fabrica
ao som de verbos, a luz da lua.

Sonetos invertidos de sílabas as dezenas 
versos sem tom, nem cor, nem luz.
è vida e morte que se festeja.

Ramântico de outrona que me ordenas,
como musas antigas, ou profetas da cruz
estando nas ruas ou onde quer que esteja. 

terça-feira, 16 de março de 2010

Noticias de mim

Nunca se viu ser tão desigual,
Antes comparado com a mais bela flor.
Trazendo em si a concretude do hoje sem nexo;
Homens a admiram à distâncias infernais:
Assim é a vida desta terrena pétala de ferro,
Limada aos moldes do concretismo atual,
Imitada por todas as petalas de fogo
Afogadas em lagrimas que nem ferro corroe.

Uma rosa e um adeus

Ela guarda ainda uma rosa morta na sala,
no racanto de si.
Ela aguarda uma rosa morta no peito,
em nome do amor que viveu.
E a vida dela é cheia de coisase de rosas,
que mais do que ela
choram sozinhas nos recantos de si.
Lembram-se do ultimo adeus.

Chuva de inverno

Escoa pelos dedos o som mudo do tempo
que corroe os tímpanos e faz a garganta doer de tanto desprazer,
pela vida, pelo mundo, enfim.

Brilha no céu uma luz além do sol em pleno meio dia:
corro para ver e me vejo em prantos com lígrimas vermelhas,
choro por te, pelos vivos, por mim.

Cae sobre o meu teilhado de vido translucidas e inivisiveis gotas de fel
que me traz tua memoria e tua constante amargura:
eis a vida e a chuva, tem inicio e tem fim .

Um dia que virá

Quem me dera ouvir hoje a canção mais feliz
e esperar do ceu uma estrala sobre mim,
Enquanto o sabor da vida torna-se menos insipido
e o dia-a-dia torna-se menos corriqueiro.

E a vida passa e os desejos que nos parecem nao ter inicio nem fim,
morrerm como aqueles que gritam por agua no mais seco deserto.
lagrimas caem e matam a sede do tempo
e do acaso, que por acaso me usa como se eu nao tivesse vontade
ou pelo menos algo que denomino querer.
mas quem pode algo sobre o que nao se pode mudar
ou criar: que destino! que acaso! que vida!

Mas um dia virá...
anos atras eu disse isto e o dia foi hoje
e o dia passou, e a vida mais um dia morreu.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Finitos dias

Dias urticantes de ventos vadios
escutem o que o mestre do açude velho diz:
Tempos imemorias baleias em mim navegam
por seres em dias urticários.

O que seria de nós

O que seria de nós se nao existesse
o que nos pode ser insustentavel
o que por ser assim é nulo?
 Entre nada e nada
o que seria de nós
sem este tudo que sou?

domingo, 14 de março de 2010

Faces em rugas

Turvos ventos noturnos, sozinhos, na rua que sempre há folhas e faces em rugas;
olhares curiosos escondidos por trás de muros pálidos, que vêem o vento que nada mostra de si, só folhas e folhas e folhas.
E as nuvens que de choro trancado nem uma gota de lágrima mata a sede dos telhados em crise de vida,
 por serem de barro e vindos de um grande fogo que nem sabiam que era o inferno:
mesmo eles, antes, vindo da terra.
São escuras as nuvens e os ventos são realmente turvos, e as vidas que vêem o mundo turvas, de choro trancado,
vindas da terra e moradoras da rua dos muros pálidos e de folhas e folhas e folhas sozinhas.
Faces em rugas e jovens compostos por tais elementos se acham velhos...:
 Um admira sua primeira ruga, outro uma noite de sono perdida, outro um sorriso que lhe trás a vida,
outro nem a si mesmo.
Nesta rua as palavras são proibidas,
se é que não foram esquecidas por medo,
 ou vontade mesmo: vontade de retração, egoísta, que sempre foge de um elogio de palavras, olhares, gestos e toques.

Catatudo

Cata-hífen
e acento:
cata-vento.

Cata tudo,
o tempo...
tudo.

tudo cata tudo, tempo cata tudo,
tudo cata, vento cata, tudo vento cata.
O tempo é tudo.
E tudo? cata tempo, catavento
cata hifem, cata vida.

Cata mesmo...