quarta-feira, 17 de março de 2010

Tempos modernos

O céu dos mortos românticos azul continua,
e lua dos travadores mais perto da terra fica,
enquanto morremos, uma torre edifica,
pois do cume queremos ver a vida nua.

Vejamos os bois pastando nas asfaltadas ruas
e os casais que a virtualidade enrica.
Casais, amanntes que rimas pobres fabrica
ao som de verbos, a luz da lua.

Sonetos invertidos de sílabas as dezenas 
versos sem tom, nem cor, nem luz.
è vida e morte que se festeja.

Ramântico de outrona que me ordenas,
como musas antigas, ou profetas da cruz
estando nas ruas ou onde quer que esteja. 

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