O céu dos mortos românticos azul continua,
e lua dos travadores mais perto da terra fica,
enquanto morremos, uma torre edifica,
pois do cume queremos ver a vida nua.
Vejamos os bois pastando nas asfaltadas ruas
e os casais que a virtualidade enrica.
Casais, amanntes que rimas pobres fabrica
ao som de verbos, a luz da lua.
Sonetos invertidos de sílabas as dezenas
versos sem tom, nem cor, nem luz.
è vida e morte que se festeja.
Ramântico de outrona que me ordenas,
como musas antigas, ou profetas da cruz
estando nas ruas ou onde quer que esteja.
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