Vejo em tão longa distância, longa tristeza.
Sinto tão puro ódio sem ser ocultado.
Vejo água, vinho e pão sobre a mesa.
Não sei a quanto tempo tenho amado,
mas o que fere a alma é a lembrança.
Queria, como queria ser criança:
chorando, sorrindo, correndo, pulando.
Porque o que mata é tão pouca esperança.
Sou a calmaria dos errantes.
Estou triste e a mim mesmo peço calma.
Que este ópio seja o ópio que acalma.
Sou o elo dos amantes.
Não sou deus, mas sou homem...
quem sabe uma imagem.
Sou o medo
daqueles que vivem amores distantes.
Nenhum comentário:
Postar um comentário