domingo, 18 de abril de 2010

Distante tristeza

Vejo em tão longa distância, longa tristeza.
Sinto tão puro ódio sem ser ocultado.
Vejo água, vinho e pão sobre a mesa.

Não sei a quanto tempo tenho amado,
mas o que fere a alma é a lembrança.

Queria, como queria ser criança:
chorando, sorrindo, correndo, pulando.
Porque o que mata é tão pouca esperança.

Sou a calmaria dos errantes.
Estou triste e a mim  mesmo peço calma.
Que este ópio seja o ópio que acalma.

Sou o elo dos amantes.
Não sou deus, mas sou homem...
quem sabe uma imagem.

Sou o medo
daqueles que vivem amores distantes.

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